terça-feira, 30 de abril de 2013

Minha dor? Essa é de menos

As vezes o tempo volta tão amargo, tão dolorido,
Que lágrimas, como se fossem gritos, marcam o rosto,
E o silêncio que toma a alma se faz cruciante dor,
Se faz espaço a ser preenchido com saudade infiinda,
Dessas saudades que vão buscar os momentos mais divinos
Para que a dor seja maior, e o coração pulse mais forte,
Como se cada pulsar fosse uma dor e cada dor sentida,
Uma saudade, tão diferentes são as dores de cada saudade!
E tantas são as saudades que a alma ajoelhada risca o tempo
Nomeando cada dor, cada angustia, cada saudade,
Não fosse eterna a alma, não teria tempo para tanto.
Assim chegam os porquês, os tantos e tantos porquês
Que sem respostas se fazem outras dores, mais novas,
Não dores de adeus ditos entre silêncio e lágrimas,
Mas dor de um adeus que nem se pode dizer, 
O tempo volta nas imagens, nos sonhos, tudo fica distante,
Não se pode preencher um vazio que o passado deixou
Se não sabemos a medida certa de seu tamanho
Dentro da nossa alma...ou da alma de quem magoamos,
Pois lá, também ficou um vazio e é esse que dói
Dentro de nós... é esse que dói dentro de mim.


José João
30/04/2.013







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