quinta-feira, 25 de abril de 2013

Essa tão angustiante espera

Minha alma grita aflita, corre entre jardins, desesperada
O enebriante perfume que perfumava o tempo, se foi
Como se fosse preciso apagar os rastros, nada deixar
Só a solidão deitada dentro da alma se deixando ficar

Queria agora  declamar os versos que nunca declamei
Sentir o gosto dos beijos perdidos, aqueles que nunca dei
Á! Amor, que não sei quem és, me põe no colo, te clamo
E por favor diz baixinho, por favor me diz... eu te amo

Se eu pudesse agora não sentir essa dor que me devora
Se eu pudesse ouvir pelo menos um sussurro a me dizer:
Acalma teu coração, estou aqui, já chega esse tanto sofrer

Mas minha alma arde na febre incontida de tanto querer
De buscar-te onde nem sei se existem caminhos para ir
Me angustia essa espera e o medo de que não possas vir


José João
24/04/2.013





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