sábado, 30 de março de 2013

Uma outra história

Há dores que se fazem vivas como se fosse preciso,
E talvez  sejam, para que a alma possa ter uma história.
Nem todas as histórias de amor têm que ser repletas
De sonhos dourados, se feitas também de tristezas,
Nem por isso deixam de ser histórias completas.
Lágrimas, prantos, soluços até, se fazem de palavras
E todos eles falando em uma só voz, em silêncio,
O que só a alma pode ouvir, sentir e entender.
Um sentimento que se faz dor, rasga o peito num golpe,
Profundo, que vai até o infinito como chama ardente,
Fazendo, dele escorrer, um rio revolto e borbulhante,
De saudade que escoa por entre os olhos como lágrimas.
Uma mistura de solidão e angustia brincam no tempo,
Sem nenhuma pressa, ou vontade de chegar logo,
Parece que elas sentem prazer na espera do chegar,
Sabem que o peito carente vai estar disponível,
Hoje, amanhã ou até quando... nem a alma sabe.
Por isso vão chegando bem devagar por saber
Pelo prazer de fazer ser mais difícil viver.


José João
30/03/2.013




Um comentário:

  1. Sentimentos intensos e profundos movem essa poesia...Um abraço, Feliz Páscoa!

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