quarta-feira, 13 de março de 2013

A dor de quem ouve um adeus

Por favor não diga que não podemos mais...adeus, não
Nossa história ainda vive dentro de nós, de nossas vidas
Veja quantos sonhos ainda temos pra sonhar, pra viver,
Não se vá, lhe pedi, ainda temos muito para acontecer

Meus olhos gritavam em prantos, a voz saia em suspiros
Desses que insistem em se fazer voz mas se tornam soluços
Um suor forte me encharcou a fronte minhas mãos tremiam
Se entrelaçavam, meu todo desespero parece que sentiam

Quanta dor! Quando quem se ama nos diz adeus e se vai!
É como se tudo para traz  ficasse perdido por não se fazer
E os sonhos, até parece, que na saudade querem se esconder

A solidão, que silenciosa espreitava, mas ansiosa pra chegar
Não espera até amanhã, nem ao menos espera a noite acordar
Se aninha comoda no peito, paciente, esperando a alma chorar


José João
13/03/2.013








4 comentários:

  1. Aquilo que é teu
    sempre encontrará
    o caminho para
    retornar a voce.

    beijo

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  2. Somente um poeta do teu nível, consegue descrever e cantar a dor de um adeus em versos tão maravilhosos. Divino este soneto. Bjus poeta!
    => Gritos da alma
    => Meus contos
    => Só quadras

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  3. Boa noite poeta querido !
    Sempre que venho aqui saio encantada pelos belos poemas descritos por vc...
    bjsssssssssss

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  4. Olá!
    Lindo, muito lindo!
    Expressa muito bem a dor de um amor que se vai.
    Beijos e o meu carinho.

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