segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Minha culpa

Como areia, a derramar-se entre os dedos, foram os sonhos,
Foi o amor que tive nas mãos, e até ouvi promessas eternas,
Os momentos se fizeram infinitos, vivos por tão verdadeiros
Mas o tempo ou o destino não se fizeram bons conselheiros

Errei, me fiz de mera ilusão, me fiz de apenas um passageiro
Dentro de um coração que queria, que até pedia muito mais
Me deixei ser um sonho tão pequeno que não valia mais a pena
Ser sonhado,  me fiz tão pouco que até a alma se fez pequena

Assim como a água que desliza por entre as pedras se foram
Todos os momentos, se foram todos os sonhos, fiquei aqui,
Só, parado dentro de mim, revivendo os erros que cometi

Ela se foi assim como o vento, sem deixar rastros no tempo
E eu, o único culpado de minha própria tristeza, me calo
E dessa dor, em silêncio na noite,  só para a solidão eu falo


José João
18/02/2.012

2 comentários:

  1. Meu amigo,quando o amor se vai,fica toda esta maresia, a brisa nao refresca,a boca seca, nos olhos uma nuvem.
    Linda inspiração/construção no triste.
    Um abração.

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  2. Que poesia belíssima! Entrar aqui e ler essas maravilhas é navegar num mar de sonhos e de amor, é sentir nas veias o sangue pulsando, é delirar nos anseios, é castigar um coração prisioneiro da dor...amo tuas poesias.
    Uma esperança

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