segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

"As vezes sou multidão..."


"As vezes sou uma multidão...outras vezes não sou ninguém"
As vezes sou minha própria razão, meu mundo em ebulição
Outras vezes sou apenas parte de mim, um pedaço perdido
Eu, todo eu, sou quando me faço um livro que escrevi no chão

Parte de mim me devora, me come as vontades e pensamentos
Outra parte  de mim me completa, me escreve poesias na alma
Parte de mim é criança brigando para não crescer, apenas ser
Uma outra parte de mim, essa sem sonhos, quer apenas viver

Parte  de mim é toda ilusão, sonha sonhos que não devia sonhar
Outra parte é herói vai buscar saudades que não devia lembrar
Mas uma outra parte de mim é covarde, essa que só sabe chorar

"As vezes sou uma multidão...outras vezes não sou ninguém"
As vezes sou um história que foi contada sem ninguém ouvir
Será que para alguém posso ser um a lembrança? Um existir?


José João
18/02/2.013


4 comentários:

  1. Boa tarde,fiquei encantada com tudo que aqui li,parabens.Venho convidá-lo a participar do Talentos Literáios,passe lá e ficarei feliz com sua participação.abraços atenciosos.Mary

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  2. Meu amigo linda estas variações com uma profunda analise do eu.Traduzir é sempre uma questão de mergulho para uma linda emersão.
    Belo trabalho dificil resposta,rsrs.
    Um abração amigo.

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  3. Ah...Mas que lindo sentir neste soneto...! Adorei!
    um abraço

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  4. Amigo,

    Eu, ás vezes não sou ninguém, outras vezes sou uma multidão. Assim sou eu...

    Beijinhos

    Ana

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