quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Brincar de viver

Não vou deixar meus sonhos morrerem  na frigidez da solidão.
Não vou deixar que a noite, em frios beijos, me alucine a alma
A fazer-te distante, a matar momentos com saudades doloridas
Farei que tua ausência não se faça dor, nem se faça despedida

Não vou deixar que os vazios se façam densos, nem vivos
A sufocar, com silêncios, os sonhos que ainda preciso sonhar
Ou calar-me a voz em prantos a se derramarem entre medos
E nem deixar que a alma, em desespero, conte meus segredos

Não vou deixar que a angustia se faça uma mordaz inquilina
A me tomar as vontades, a fazer de mim triste sombra perdida
A ir-se em passos bêbados, trôpegos, por caminhos sem chão
Vou fazer que todos os momentos se façam doce luz de verão

Vou deixar que a inocente nudez de minha alma se faça alento
À carente nudez do meu corpo que grita em agonia tua vontade
Como se sentisse o calor, sentisse o sabor de teu corpo molhado
Não vou deixar que meus sonhos morram na solidão sufocados

Vou te levar na memória, te fazer  história, viver os instantes.
Te sonhar, brincando de esperar, de ver a madrugada chegar
Te abraçar, beijar, como se nunca tivéssemos estado distantes
E  brincar de viver, sem fazer da noite essa espera constante.


José João
24/01/2.013







Um comentário:

  1. "Vou deixar que a inocente nudez de minha alma se faça alento
    À carente nudez do meu corpo que grita em agonia tua vontade
    Como se sentisse o calor, sentisse o sabor de teu corpo molhado
    Não vou deixar que meus sonhos morram na solidão sufocados". Meus pensamentos... Linda poesia poeta! Bjusss

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