terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ah! Se loucura fosse sentimento!

Sentimentos! Os meus eram tantos, alguns se perderam,
Outros ficaram nos ontens, quando as decepções
Se fizeram histórias vivas e tristes dentro de mim,
Alguns estão adormecidos e nem sei onde.
Ficaram alguns, mas nomeá-los não me proponho
Por nem saber se realmente são sentimentos...
Há quem os conheça e a eles dê até nome,
Eu...Não saberia dize-los, acho que só um existe...
Loucura! Talvez. Ah! Se loucura fosse sentimento!
Desde uma despedida, de há muito tempo,
Desde quando meus sonhos eram felizes e coloridos,
E corriam entre os meus sentimentos mais puros
(tinha todos os sentimentos bons)
Quando deles fizeram pedaços moribundos de mim,
Meus sentimentos se fizeram peças rotas, trapos,
Onde alinhavar seria não fazer cicatriz, seria...
Abrir mais ainda a ferida que se fez de sempre.
Sentimentos! Agora pra mim são apenas lágrimas,
A marcarem meu rosto e me deixarem na alma
Esse gosto de saudade e no pensamento...
Esse eterno desespero de nunca mais te encontrar.


José João
31/12/2.013





segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Distância??!! Para os amantes?!

Todos os dias (milagre de amor)  fico mais completo,
Perco um pedaço de mim e ganho um pedaço de ti,
Na saudade que me toma, que invade minha alma,
Que me veste e me deixa repleto de ti, 
Até um dia te sentir tão dentro de mim que minha vida
Seja de nós dois. A vida me busca na perfeição
Do sentimento que me ensinaste a sentir...
Me ensinaste a amar, me ensinaste a doar, a ser...
A viver cada momento como único, viver cada um
Na eternidade que ele permite ser vivido.
Ah! Essa saudade que me toma de mim! Que todo dia
Me traz um pedaço completo de ti e fica comigo!
Me permite, mesmo sozinho, não ter medo dos amanhãs,
Sei que te tenho, nesse louco desejo de te fazer viva,
De não te perder nunca, a certeza que sabemos de nós,
Que a distância é tão pequena que nossas almas
Se encontram. Tanto, que meu coração pulsa 
No ritmo de dois corações, do meu e do teu,
E juntos brincam de viver o amor que ainda vivemos.
Pra que pensar em distâncias? Para o amor...
Elas não existem.


José João
30/12/2.013




A saudade completa uma história

Há quanto tempo foi dito o adeus que até agora choro!
Essa ausência de ti, que faz os dias ficarem mais frios,
Cinzentos, se arrastando nas horas, sem vontade de passar!
Todas as lembranças dos momentos vividos ficaram
Como fragmentos, sonhos incompletos, perdidos
Na imensidão do vazio que deixaste quando te foste.
Tudo pareceu tão pequeno, tão menor, 
Que até eu mesmo me senti insignificante pra vida.
Mas talvez por milagre, não sei, e nem a razão
(Quem pode explicar as coisas da vida?)
As vezes parece que anjos protegem os amantes,
Aqueles que amam com a alma e contam, em lágrimas,
Suas histórias, aqueles para quem a  dor do adeus
Se faz oração a ser rezada a cada noite quando a solidão
Vem cantando canções que a alma escuta e sente.
Para esses que se entregaram a amar, sem medo
Dos amanhãs, das dores, do sofrer, das lágrimas,
O amor se faz eterno no coração e se entrega
Todo dentro da saudade que fica, como se amar
Uma vez fosse amar para sempre, sempre  e sempre
E a história se completa mesmo depois do adeus.


José João
30/12/2.013





sábado, 28 de dezembro de 2013

Só o céu pode dizer

...Nem o cinzel do escultor, nem o pincel do pintor,
Nem os versos do poeta, podem retratar minha dor,
Ou desenhar minhas lágrimas caindo avulso dos olhos,
Agora sem cor e sem brilho pela tanta saudade que chora.
Nem as orações rezadas, nem as ladainhas cantadas,
Nem as preces choradas, podem fazer essa angustia
Em meu peito instalada, ir embora, sumir com os nadas
Que se fizeram morada dentro de um coração tão sozinho.
Mas por obra ou graça divina, talvez por estar tão sozinha
Vem a solidão e me chama para o horizonte olhar
Parece até foi milagre, como se o céu ardendo em chamas,
O por-do-sol moribundo me convida pra chorar.
Promete se fazer estrada por onde voa o pensamento
E levar meus desejos, dentro da alma calados,
Como se fossem sonhos perdidos, lá num cantinho
Escondidos, esquecidos por tantos guardados.
Só mesmo o céu para saber dessa dor, desse amor,
Que mesmo depois de um adeus, sem cerimônia,
Como se fosse meu dono, dentro de mim se guardou.


José João
28/12/2.013





Tu. O pedaço vivo de mim

Meus pensamentos voam desesperados à tua procura,
Meu corpo treme em convulsões a dor da tua ausência,
Corro procurando nos sonhos, naqueles que sonhei contigo,
Um pouco de ti. Um pedacinho de teu perfume, que seja.
Um resto de sorriso, o pedaço de um olhar perdido
Que o tempo tenha deixado ficar. Recolho fragmentos,
Como se fossem pedaços de mim que insistem
Em ficarem vivos nos sonhos perdidos  que se foram
Com o adeus que até hoje o silêncio grita.
Minha alma silenciosa, deitada no colo da saudade,
Busca angustiada, em perdidos caminhos, as marcas
Que talvez tenhas deixado...mas o tempo dever ter
Apagado, ou talvez a solidão. Meu coração pulsa
Como se gritasse teu nome em doloridos lamentos...
Meus olhos brincam de brilhar indo buscar lágrimas
Que a alma havia guardado só pra ela. Só ela queria
Chorar essa tua falta, como se quisesse poupar de mim
Essa tanta dor, que transforma palavras em soluços,
Pensamentos em angustias e viver um  pesadelo.
Quem dera um dia ouvisses o mundo te falar,
Ele te diria que o único pedaço vivo de mim...És tu.


José João
28/12/2.013



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Estás aqui...dentro de mim

Não impota onde estejas agora...a distância!
Ela não existe pra mim, estejas onde estiveres,
Por mais distante que seja o horizonte onde estejas
Tu sempre vais estar comigo, como parte vital de mim,
Na verdade te confundes com minha alma.
Sempre vais estar perto, aqui, ora dentro dos sonhos,
Que ainda me permites sonhar, ora no pensamento,
Onde ocupas todos os lugares ao mesmo tempo.
Te vejo em cada rosto dentro da multidão,
Sinto teu perfume em cada jardim por onde passo,
A brisa tem a leveza de tuas mãos e parece cariciar
Meu rosto com os carinhos que só tu sabias fazer.
Não há distância nem tempo, tão dentro de mim estás
Que até o esquecimento esqueceu de te esquecer.
Não importa onde estejas, meu amor é maior
Que qualquer distância, maior que qualquer saudade,
É o prazer infinito de te amar que me faz vivo,
Que me faz, mesmo entre lágrimas, ser feliz.
Se me perguntam onde estás, respondo apenas...
Aqui...dentro de mim. 


José João
27/12/2.013





Uma declaração de amor

Te amo. Não, nunca amei como te amo agora,
Nunca me senti tão repleto de alguém, 
Como te sinto dentro de mim, dentro de minha alma.
Sou teu, todo teu, me desfiz de tudo pra te viver,
Te amo. E só você faz a vida pulsar dentro de mim.
Me visto com a ternura de teu olhar, me embalo
Com o som de tua voz, como se fosse o cantar
Divino de um anjo me mandando ouvir e sonhar.
É tando amor, que temo o mundo se fazer pequeno,
Que o céu tenha que crescer para cobri-lo,
Que a eternidade precise ir mais além dela mesma
Para que meu amor não se torne maior que ela.
Te amo, não com esse amor dos mortais,
Seria muito pouco, mas com um sentimento
Que até os anjos se admiram e me pedem
Para ensina-los a amar assim, tão e tanto.
Como te dizer desse amor com essas palavras?
Tão poucas e tão pequenas? Como dizer
De um sentir que o próprio infinto parece
Encolher-se quando minha alma, mostra alegre,
A exuberância desse amor tão forte? Tanto,
Que o próprio tempo se cuida de protege-lo.
Te amo assim, como se nada mais fosse preciso...
E... como se apenas Deus fosse maior.
(Pra você...que não sei quem é)


José João
27/12/2.013




quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Te amo, mesmo dentro da solidão

Te amo, e mesmo estando dentro dessa solidão,
Te amo mais ainda, pois a distância e tua ausência
Fizeram renascer em mim a vontade de te amar sempre.
De um amor verdadeiro que se vai, a saudade vale a pena
E te amo na saudade que deixaste, nos momentos que ficaram,
E nos sonhos que me fizeste sonhar. A solidão não te toma
E nem te esconde de mim, se faz apenas um espaço
Pra nós dois, dentro dela te encontro com o silêncio
Que minha alma precisa pra te ouvir, te sentir e te fazer viva
Com ela perdi o medo da noite, pois me fiz noite também,
Perdi o medo de chorar, pois me fiz lágrimas,
Perdi o medo de ainda dizer: Te amo. Porque me fiz voz.
Te amo, mesmo dentro dessa solidão.
A solidão não faz que não existas, apenas te faz
Existir diferente, mais forte, porque a saudade se faz viva,
Porque as lágrimas gritam teu nome, porque o coração
Pulsa na vontade de gritar: Te amo.
Quanto mais impossível é o amor, mais forte
É a vontade de amar. Assim, dentro da solidão,
Te amo mais ainda


José João
26/12/2.013

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Que estanho é esse meu mundo!

As vezes penso que estou muito distante!
Num mundo desconhecido onde ainda ninguém chegou,
As vezes penso até que as estrelas não existem,
Essas estrelas que enfeitam o céu, que brilham
Nas noites como se fossem vaga-lumes do infinito.
As vezes penso que estou num mundo vazio,
Cheio apenas de silêncio, onde as palavras 
São pequenos pedaços de nada que nada dizem.
Um mundo estranho onde o luar não fala de amor,
Onde o vazio toma o perfume das flores,
E a brisa apenas se rasteja entre os jardins.
Um mundo distante de todos, distante de tudo,
Onde até os horizontes são mais distantes
Como se quisessem deixar a beleza fora do alcance
Dos olhos. Um mundo onde a saudade não chega
Por que o amor nunca chegou. Não existem 
As palavras te amo. As lágrimas não são lágrimas
Choradas por um adeus, são lágrimas que correm
Loucas por não saberem porque choram.
Um mundo onde parece que a pessoa não existem,
Ou sou eu que não existo para elas?
Que estanho é... esse meu mundo!


José João
24/12/2.013






terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Mente...mas diz que me ama

Fala comigo coisas de amor, diz o que quero ouvir,
O que preciso ouvir para me sentir vivo,
Diz que me ama, diz que és minha, me olha nos olhos,
Deixa que sorriam pra mim dizendo coisas
Que só eles podem e sabem dizer. Estou ouvindo
Com a alma. Não sabes o que dizer? 
Diz qualquer coisa, até te perdoo se mentires,
Engano minha alma e pra ela juro que me amas,
Me dá um sonho, me permite um sonhar que seja,
Com apenas a promessa de um beijo e farei dele
Uma verdade como se fosse um segredo de nós dois.
Farei dele uma oração a ser rezada todos os dias
Como se o sabor de teus lábios fossem palavras divinas.
Vira de costas pra mim e fala baixinho que me ama,
Só para que eu ouça, nem o tempo pode ouvir
Para que amanhã ele não me cobre saudades
E não me faça sentir para sempre a dor que já agora
Estou sentindo. Nada disso podes, pra ti é muito?
Então dá um beijo em tuas mãos e me acena um adeus,
Mesmo distante, vou saber senti-lo no rosto
E carinhosamente guarda-lo para sempre...
Dentro de um coração que está repleto de ti.


José João
24/12/2.013



Um lugar onde vivi.

...Me lembro de outras manhãs que vivi.
Outro sol, outros lugares, outros sonhos
Que consegui sonhar em outras manhãs,
Nos outros lugares, sob o outro sol que senti.
Me vêm, vivas, as recordações, os caminhos
Que percorri sorrindo, as flores, talvez até
Mais belas, a brisa parecia ser mais carinhosa,
Talvez mais que as daqui. Me lembro com saudade
Os momentos diferentes que vivi...vivi e... vivi.
Os olhos que me olharam, os olhares, doce olhares,
Que me acariciaram, me vestiram de ternura,
Olhares que perdi, ficaram lá, talvez tristes,
Por minha culpa de ter partido, ter voltado.
Me lembro de outras noites que vivi,
Outras estrelas, outros raios de lua brincando
De se banhar nas águas dos rios que se faziam
Estradas, encurtando, alegres, as distâncias
E iam sorrindo para o mar, que ficava bem ali,
No começo do olhar da gente. Quanta saudade!!
O mar que deixava suas ondas se deitarem
Distraídas, carinhosas na areia da praia
E voltavam sorrindo como crianças brincando,
Levando nosso sonhos em uma boa viagem
Pra um horizonte cheio de cores diferentes...
Hoje me deu saudade dos momentos que lá
EU VIVI


José João
24/12/2.013


As companhias para minha solidão

Não vou pedir amor, ficar mendigo de migalhas.
Estender as mãos pedindo restos. Não, não faço.
Não vou mendigar um pedaço de olhar perdido,
Que nem foi pra mim, nem vou pedir restos
De palavras que ficaram perdidas, soltas no tempo,
Sem que  ninguém quisesse ouvir. Prefiro estar só.
Tenho minhas lágrimas que, carinhosamente,
Afagam meu rosto nos momentos mais tristes,
Minhas mãos que acariciam minha fronte,
Quando meus pensamentos se vestem de loucura,
Minha voz, mesmo reticente, cheia de soluços,
Sussurra canções que o tempo me traz e me perco
A ouvi-las com a alma, cheia de encantamento,
E meus olhos! Mesmo lacrimejantes, indo buscar
Sonhos que nunca sonhei, indo buscar imagens
Que a esperança pinta pra mim em tons de verde.
E finalmente uma saudade, mesmo de quem não sei,
Mas que se veste de senhora, elegante, vestido longo,
Branco, esvoaçando ao vento, cabelos brincando
De dançar com a brisa, sorrindo como se dissesse:
Te amo. Assim...não vou pedir migalhas...
Mesmo estando só...mas não tão sozinho.

José João
24/12/2.013



segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Que neste natal eu seja...

Disseram pra minha alma que em época de natal
Os corações estão mais ternos, cheios de paz,
Que as pessoas se entregam ao doar, até mesmo amor,
Que os olhares são de ternura, cheios de carinho,
Que as mãos se estendem para dar, doar, trocar.
Disseram pra minha alma que os nãos, no natal,
São tão difíceis de serem ditos, que as pessoas
Se entregam ao ouvir, cheias de amor que estão.
E minha alma...que por tão carente ou solitária, 
Não sei, em tudo acredita, saiu entre a multidão
E foi como pedinte. Pediu abraços, beijos,
Mas...ninguém nem a olhou, pobre e coitada alma!
Juntou alguns pedaços de beijos,  sem gosto,
Atirados talvez, até por piedade. As mãos estendidas
Ficaram vazias. Restos de olhares, que se fizeram frios,
Sem nada dizerem. Palavras! Essas nem eram ditas.
Pobre alma, cabisbaixa a fazer-se sombra de si mesma,
Foi como pedinte, levou dentro dos sonhos carentes
Um pedacinho de esperança que ela guardava
Como se fosse sua última tentativa de ser feliz...
E voltou só, mais triste ainda...e sem o resto
De esperança que ela guardou tanto, mas ainda diz...
Que neste natal eu seja....eu seja... feliz.


José João
23/12/2.013




domingo, 22 de dezembro de 2013

Finalmente estou amando


Estou amando...finalmente estou amando...
Uma imagem de sonho dentro da solidão que me cerca.
Uma imagem que a carência criou...sem voz,
Não sei a cor dos seus olhos, a maciez de seu rosto,
Mas por ser uma imagem de sonho, deve ser bela,
Não me canso de vê-la. Não, não sei de seu sorriso,
Mas deve ser belo, afinal é uma imagem de sonho!
Estou amando como se esse amar fosse  loucura,
Não preciso de um nome, não preciso falar
Para ser ouvido, basta apenas sonhar,
E ela está lá, toda minha, povoando meu sonho
Brincando de enganar a solidão. Estou amando...
Finalmente...e me entrego todo, e sem reservas,
Lhe dou flores (roubadas de um jardim) Fica
Tão romântico! Lhe escrevo cartas cheias de palavras
Que o coração dita, cartas de sonhos, mas são cartas,
Que dizem o que vai além de mim, desse meu amar
Sem ter ninguém para amar. Amando a imagem
De um sonho para enganar a solidão...


José João
22/12/2.013






sábado, 21 de dezembro de 2013

As duas metades de mim


Minha alma se divide, metade de mim sou eu
A outra metade é tua saudade, meus momentos,
Esses já ficaram todos teus, os sonhos também.
Na metade que sou, a maior parte és tu,
Que vives dentro de todos os meus dias
Como se minha vida fosse tua, apesar da distância.
Falo, e que minha voz não faça apenas rastros
Na vereda do tempo, mas que grite um sentimento,
Que se faça eco nos corações que agora choram
Perdas de amores que esquecer é impossível.
Parte de mim é caminho, é chegada, a outra parte
É partida, sou meu próprio caminho, e me encontro
Comigo no horizonte, onde minha outra metade, 
A saudade, te procura. Dou adeus a mim mesmo
Na partida e na chegada, elas se confundem
No começo, ou no fim é sempre a mesma estrada.
Os versos que faço, também se fazem metades.
Metade deles sou eu, a parte vazia de mim,
A outra metade és tu, contando uma saudade sem fim.


José João
21/12/2.013





sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A demência de um desejo

É noite, o vento parece angustiado, triste.
Vai cantando baixinho uma canção que até parece
Um sussurro, parece um cantar cheio de mágoas,
Também não sei se é o vento ou se sou eu,
O dono da tristeza que se atira entre as horas e vai
Fazendo a noite não passar, ficar irritantemente lenta
Se espreguiçando entre o silêncio e a solidão
Para o manhã custar a chegar e a dor ser maior.
E seria, não fosse os gritos das lágrimas a voarem
Soltas dos olhos para o tempo. As lágrimas
Consolam a alma aliviando qualquer dor de saudade.
A chuva vem chegando de mansinho como notas
Musicais esparsas, sem pressa de chegar,
Contra a luz seus pingos brilham, como estão agora
Meu olhos, caem na rua escorrem entre as pedras
Como fossem minhas lágrimas escorrendo
Entre meus dedos trêmulos a segurar minha fronte
Como se quisessem prender dentro de  mim
Meu próprio pensamento para que não saia louco
Na noite, na chuva para te procurar na demência
Desse desejo insano de estar perto de ti.


José João
20/12/2.013





Sonhando meu sonho

Não sabia se viveria quando te foste.
Mas estou aqui, embora chorando em desespero
O adeus que me disseste, sufocado com a dor
Que me atormenta os dias, chorando tua saudade
Nas noites quando sozinho sinto tua ausência.
Não sabia se viveria quando te foste,
E na verdade não sei se vivo, ou se apenas estou.
Me perdi, quando te perdi, caminho sem ir,
Parece loucura, mas caminho pra lugar nenhum,
Ir onde não estás é o mesmo que não ir.
Me procuro pelos caminhos por onde passamos,
Me procuro nos momentos que vivemos, e nada
Não me encontro, virei fantasma de mim mesmo.
Por mais que tente me achar, me fiz sombra de mim.
Ando por aí a me procurar, mas não estou...
Me perdi de mim, mas continuo, mesmo cansado,
Passos trôpegos, ombros curvos a me buscar.
Procuro-me, desde há muito e por tanto me procurar
Acho que me achei agora. Estou dentro do meu próprio
Sonho, deitado em teu colo...sonhando contigo.


José João
20/12/2.013






quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Por favor...sejam felizes

É natal. Que as mais ternas e divinas bençãos pairem sobre todos. Que a bondade divina abra os corações e nos ensine a fazer do natal, não apenas um dia, mas uma vida. Que vivamos sempre no natal. Deixemos pra traz todas as dores que nos afligiram, mas se por vontade do destino, alguma vier a nos incomodar, que estejamos em paz com Deus para que ele nos ajude a superar. Façamos de nós, neste natal e novo ano, o começo da mudança, sempre podemos ser melhores, sermos mais, desde que queiramos. Vamos fazer de nossos corações um ponto de divergência de luz, sim de luz. Nós temos luz, somos luz e podemos fazer do mundo um lugar melhor, iluminado com nossas ações, com a doação de nós, para nosso próprio crescimento. Queridos, que neste natal, os sonhos, os projetos sejam realizados, que a luz divina dê sabedoria para que mudemos o mundo, façamos dele um lugar cheio dos nossos melhores sentimentos. Para todos, o meu abraço, meu sincero desejo de que sejam felizes, e por favor, sejam realmente. Obrigado, Um beijo singelo no coração de cada um. 

José João
19/12/2.013

A dor da falta de ti

Estranha essa minha voz a te pedir em silêncio
Um pouco de ti. Estranho esse sussurro gritado pela alma,
É como se fosse o desespero tomando a forma de voz
E sair voando, sem eco, como se fosse um fantasma
A se perder entre as sombras do nada ou do tempo.
Estranho esse meu tão grande silêncio gritando tua falta,
Chorando tua ausência entre convulsivos prantos,
Chorando uma saudade que se fez indolente passageira
Do tempo, indo do começo ao sem fim da dor que sinto.
Estranha essa maneira de ainda chorar aquele adeus,
Que tantas vezes já chorei, com lágrimas, com prantos,
Até com gritos da solidão que, desesperada, chorava
Comigo por pena de mim. A  tristeza se fez singela,
Segurou minhas mãos e rezou comigo uma oração,
Como se fosse um rosário, onde cada conta era feita
Com uma lágrima que a alma teimava em lapidar,
Para que ficasse bela, a altura da dor que ela sentia.
Entre a mudez do silêncio e o grito silencioso
De minha alma, é estranha a voz do meu pensamento
Gritando desesperado a dor da falta de ti.


José João
19/12/2.013









quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O meu rio de criança

Rios, que levam lágrimas, passageiros, sonhos.
Levam e trazem adeus, cantam no borborinho
De suas leves ondas, eriçadas pelo vento,
Canções que ninguém conhece. Rios. Quantos rios!
Cada um com uma história, com sua beleza,
Mas no mundo, em todo o mundo, não há um rio
Tão belo, tão sereno, tão rio como aquele
Que passava sorrindo pra mim todos os dias.
Vinha cantando de longe, nem sei de onde,
E ia alegre sussurrando canções desconhecidas,
Na frente de minha casa parecia me chamar,
Eu entendia e ia correndo brincar com ele...
Me abraçava carinhosamente, até sorria pra mim,
Sabe aquele senhor bonachão que te põe no colo?
Assim era o meu rio. Amigo, meu melhor amigo,
Carregava minhas lágrimas quando eu chorava,
Lavava meu rosto, para que nele, não ficasse marcas
De tristeza. Se eu ficava muito triste, ele se preocupava
E lá vinha ele como uma porção de peixinhos
Brincando de esconde-esconde entre os mururus.
Na primavera enchia suas margens de flores,
Que nasciam alegres brincando com o vento
Uma dança que só elas sabiam. E os passarinhos!
Irrequietos acompanhavam o vento com trinados
Que só cada um deles conhecia. Ah! Meu rio?
Nem me cobria, mas era vaidoso, se envaidecia
De nunca ter me deixado banhar com a água de ontem
Sinto saudade. Era o rio mais bonito do mundo.

José João
19/12/2.013

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Talvez

Talvez  eu devesse calar a voz, não gritar mais teu mome.
Talvez eu devesse buscar horizontes onde sei que não estás,
Cantar canções desconhecidas que não lembrem momentos
Que tenhamos passado juntos, ou lembrem nós dois.
São tantos os talvez que busco para explicar essa solidão,
Essa saudade. E talvez nem sejam eles os culpados
Desses tantos sonhos mortos ou  dessa lembrança de ti.
Talvez se não tivesse te conhecido não teria chorado tanto,
Ou talvez não teria amado tanto, talvez não tivesse
Essa história pra contar! Se não tivesse te conhecido
Talvez não tivesse tido esses momentos tão intensos
Que até a vida se fez mais vida, mais bela, mais bonita.
É, talvez. Talvez se essa saudade não fosse de ti
Seria menos dolorida, ou talvez até não fosse nenhuma,
Ou talvez eu fosse vazio, sem saber o que é amar,
Vivendo por aí, demente, sem sonhos pra sonhar.
Talvez  se eu não tivesse te conhecido eu não seria
Esse eu de agora, com um olhar perdido, um sonho
Moribundo, e talvez ainda tivesse uma dúvida ...
Que agora não tenho mais, a de que o amor existe...


José João
18/12/2.013










segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Uma lágrima, um sorriso e uma dor

Dos meus olhos, cai uma lágrima chorando por chorar...
Dos meus lábios, um sorriso, brincando de fingir,
A lágrima não entende do sorriso, reclama e diz:
Por que sorris enquanto choro? Não respeitas
A dor que grito, que vem da alma em soluço aflito?
Porque ris? Será que desdenhas da dor? Da solidão
Que se faz cria da angustia que sufoca um coração?
Por que sorris como se desdenhasses de mim?
Eu, que me faço oração nesse rosto, santuário da dor,
Que se deixa marcar pelos rastros deixados pelo adeus
E que ainda respira pela graça da vontade de Deus!
E tu, lábio hipócrita sorri! Como se sentisses  ainda 
O gosto dos beijos um dia trocados, hoje apenas
Recordações tristes de momentos agora ...perdidos,
Ah! Sorriso, quem dera antes de nascer tivesses morrido.
Pobre lágrima - começou o lábio a falar - cuida 
Da tua dor. Derrama-te, dos olhos ao tempo, ao chão.
Deixa-me que da minha dor, cuido eu. Sorrio sim,
Pobre lágrima, é esse meu sorriso que esconde
Da alma a dor que gritas, assim essa dor ela suporta,
Não fosse esse meu fingir sorrir...ela já estaria morta.


José João
16/12/2.013






domingo, 15 de dezembro de 2013

Loucura

- Não te quero mais, vai embora, ali está a porta,
Estou farto de você. Por favor. Vai. Chega de você,
Dessa tua maneira de me tomar, invadir meus momentos,
Não respeitar meus sentimentos. Por favor, vai embora.
- Não. Não vou. Precisas de mim, da minha companhia,
Já haviam me dito que eras ingrato, e és. Quem nas noites
Te faz companhia? Fica deitada a teu lado, sem dormir,
Para que não te sintas só? Quem te abraça sem nada pedir,
Apenas por que te é fiel. Quem? Não sou eu? Ingrato...
- Realmente fazes tudo isso, mas não quero mais, na verdade,
Quero me ver livre de ti. Preciso, preciso viver minha vida,
De outras caricias, de outras companhias nas minhas noites
Não entendes. Posso até estar sendo cruel contigo mas ...
O que me dás? Se nem sorrir tu és capaz! Tu me sufocas,
Me deixas amargo, tua presença agora me angustia.
- Queres que vá? Mas quem vai enxugar tuas lágrimas?
Diz. Responde. Achas que agora não te sirvo mais?
Mas quem passava a noites acordada contigo 
Quando choravas teus doloridos prantos? Quem, 
Em silêncio, contigo esperava as madrugadas?
Enquanto todos de abandonaram e choravas os teus adeus
Era no meu ombro que te deitavas e...
- Chega. Não importa mais isso agora, Quero apenas
Que vás embora...espera estão batendo na porta
- quem será a essa hora? -
-Sim. Quem é você...a esta hora!!?
- Estavam discutindo vim ver se posso ajudar, posso?
- Estava só mandando embora uma intrusa que me sufoca,
E até a minha alma também. Essa maldita solidão.
Ah! Desculpe o desabafo, mas quem é mesmo você?
- Eu? Sou a saudade.


José João

15/12/2.013






sábado, 14 de dezembro de 2013

A eternidade de um dia

Nós vamos estar sempre juntos, e  para sempre,
Mesmo eu estando sozinho, vivendo tua saudade,
Mas dentro dela vou te guardar eternamente
Com todo o carinho que o amor possa fazer ficar
Na lembrança, na alma e em cada momento vivido.
Esse amor que brinca com o tempo, com a distância,
E me  faz te sentir perto como se fosses essa brisa
Que respiro, essa estrela que me chama brilhando
Como brilhavam teus olhos, como esse raio de luar
Que brinca de fazer tua imagem no jardim
brincando com a sombra de uma flor que perfuma
O tempo com teu perfume me fazendo chamar teu nome.
Onde quer que possas estar, vais sempre estar junto
De mim, nos meus sonhos, nas orações que aprendi
Rezar rezando teu nome, no por do sol desenhado
No horizonte colorindo o mar que se deita passivo
Como se fizesse uma estrada para o infinito,
E tu me dizias baixinho que era uma estrada para o céu.
Foi tão pouco tempo pra nós dois, mas agora isso
Não importa mais,  aprendi que foi o suficiente
Para durar por toda minha vida


José João
14/12/2.013



Solidão ou loucura? Não sei

Minha solidão não me permite suportar a mim mesmo,
Me deixa os vazios e dores que brigam dentro de mim,
Por mais espaço, a me tomarem a razão. Grito ao mundo,
Ao tempo, grito pra mim mesmo a insultar-me por ser, agora,
Esse pedaço inóspito de mim, onde habitam meus medos,
Minhas tantas lamentações e angustias, quase sem deixar
Nenhum lugar para a saudade, que se lamenta em lágrimas
Que os meus olhos emprestam, embora seja para chorar
Minhas próprias dores. Já não sei de mim, dessa dor
Que me dói tanto sem doer em lugar nenhum, 
Dessa falta de ar a sufocar-me mesmo quando a brisa
Brinca de acariciar meu rosto como fosse mãos de fada.
Desse tremor frio em minhas mãos como se o sol
Não me aquecesse, não espantasse um frio que nem
Existe. Desse ardor em meus olhos sem nenhuma
Vontade de chorar. Com essa vontade de não estar
Em nenhum lugar, nem de ir, nem de ficar.
Percorrer caminhos que não existem...minha vontade...
Já não sei, também não sei se isso é loucura... 
Ou é apenas solidão.


José João
14/12/2.013




Meus medos e anseios

Eu, dentro da solidão, crio tantos sonhos!
As vezes sonhos loucos, em outras sonhos inocentes.
Mas todos, sempre sonhos impossíveis.
Os pensamentos se fazem muitos, as vezes tão bobos,
Como pensamento que não se quer pensar,
Mas a carência, como torturante angustia,
Manda que se  pense, e pedaços de momentos, 
Se fazem em minha frente, pedaços de nós dois
Que insisto em manter vivos dentro de mim
E completos dentro da alma. Precisava te dizer
O que o esquecimento não me tomou ainda,
Mas tinha medo da solidão não me deixar falar,
Me encher de soluços e lágrimas, me deixar mudo,
Mas aprendi, mesmo dentro dela, criar sonhos de nós,
Ainda que sonhos impossíveis, esses que se chama
De ilusão, e assim deixar minha alma falar por mim
E deixar que sua voz te grite meus anseios,
Estejas onde estiveres, até dentro de outro coração.


José João
14/12/2.013







sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Um grande amor não morre nunca

Um grande amor não termina nunca,
Apenas muda de nome, passa a se chamar saudade,
Aí fica dentro de nós, na eternidade de nossa vida,
Vai buscar no tempo os beijos trocados, os olhares
Que gritavam ternamente, no silêncio alegre da alma,
Palavras que nem precisavam serem ditas.
Um grande amor não termina nunca, fica sempre,
Fica presente em nossos momentos, as vezes,
Se faz de brisa, leve, suave, terna, nos abraça
E não percebemos, as vezes nos fala como
Se fosse o gorjear de um pássaro, ouvimos
E não entendemos, por que só alma pode sentir.
Só ela sente a força de um grande amor
Quando a distância se faz maior, vai além do infinito.
Um grande amor não morre nunca, sempre está perto,
Até quando nossas lágrimas escorrem suaves, lentas
Em nosso rosto, quando deslizam leves até os lábios,
Não entendemos mas é maneira que ele achou
De nos beijar. Um grande amor não morre nunca,
Apenas muda de nome e passa a se chamar saudade.


José João
13/12/2.013






quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Sei que nunca vais lembrar de mim.

Não precisa mais dizer nada, basta esse adeus,
Esse teu adeus em silêncio, sem me olhar nos olhos,
Esse adeus que o silêncio grita estridente dentro da alma.
Como se assim ficasse dentro da gente para sempre.
Vai não vou te pedir nada, mas sem que queiras,
Deixas pedaços de ti dentro de mim, essa saudade
Que vai ficar comigo, guardada carinhosamente,
Deixas em mim teu perfume doce e inebriante.
Sei que nada queres levar de mim, e nem poderias,
Nada tenho pra ti dar, impossível é pedir 
Que não me esqueças, jamais seria inesquecível,
Afinal sou tão pouco, vai. Vai e me esquece.
Mas tentei. Tentei te acariciar o corpo ternamente
Como a brisa faria e vai continuar fazendo.
Tentei, e até fiz alguns, versos nas noites de lua
Pra te contar tua beleza, fiz até uma comparando
Teus olhos com as estrelas, mas esquece,
Não vale a pena lembrar. Que mais poderia te dar?
Flores? Como aquelas que roubei pra te dar?
Ah! Hoje ninguém mais dá  flores, que bobagem.
Vai, vou ficar aqui lembando de nós. Vai.
Ah! ?Aquela caixa de bombons é tua,
Daquele que gostas tanto. Desculpa, por favor,
Não sabia que ias me dizer Adeus. Vai
Ah! Sim, esta é a foto do nosso primeiro por do sol
Daquele que trocamos nosso primeiro beijo. Lembras...
Sei que nunca vais lembrar de mim. Afinal
Sou tão pouco!


11/12/2.013


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

À espera de um milagre

...Se milagres acontecessem eu voltaria a ser criança,
Correria nos campos brincando de saltar sobre flores,
Brincaria de encontrar desenhos nas nuvens,
De correr contra o vento para lhe sentir os beijos,
Sonharia sonhos coloridos, pintaria o mundo.
Um dia, me lembro, fui criança, e brinquei de fazer
Rotas entre as estrelas, e a cada uma dei um nome.
Se eu fosse criança outra vez, apenas conversaria
Com o rio que vai risonho e sem pressa para o mar,
Conversa de criança, contando histórias que só
Criança sabe contar. Não iria lhe inundar com minhas
Lágrimas, lhe enchendo com minhas dores, angustias.
Se milagres acontecessem eu seria feliz como criança,
Com minhas lágrimas fáceis e dores rapidamente
Esquecidas. Rezando ladainhas e orações inocentes,
Sem pedir nada que não fosse sonhos de criança.
Ah! Se milagres acontecessem! Sei que anjos existem,
Mas não sou mais criança. Ah! se milagres acontecessem,
Pediria apenas para ser feliz. Mesmo sem ser mais criança.


José João
11/12/2.013





Anjos existem

Quanto tempo e quanta distância colocaram entre nós!
Sei que não devo te esperar, sei que não voltas,
Mas tenho todo o tempo que o tempo me dá
Para sonhar contigo, para te sentir na ternura da brisa
Que me abraça nas manhãs. Não vou te esquecer.
Quanto amor teríamos para nos dar! Para viver!
Não fosse essa saudade de ti, que me acompanha
Sempre, não sei o que seria dos meus dias.
Quanto tempo ainda tenho pra sonhar contigo,
Para viver sozinho nosso amor, viver por nós dois?
Não sei, mas não importa ficarás eternamente em mim.
Ah! Essa distância que me impõe tua ausência...
Essa tão infinita ausência! Me ensinou tanto,
Me ensinou a acreditar que anjos existem,
Que vêm, nos ensinam a amar, livres, sem medo,
Nos transformam a alma, e depois se vão...
Mesmo ficando dentro de nós. Anjos existem.
Agora eu sei que existem.


José João
11/12/2.013

Minha alma não sabe fingir

Eu me entrego para as lágrimas que choro,
Para as saudades que sinto, para as orações que rezo
Em cada poesia que faço, para as verdades doídas,
E  a cada adeus que ouvi e minha alma guardou.
Não me escondo atrás de versos que minha alma
Não escreve, cheia de paixão, por sempre estar
Apaixonada, quer seja até, por um amor que passou,
Ou por um outro que ainda não chegou e que talvez,
Nunca chegue, mas minha alma é cheia de poesias,
Verdadeiras, por isso guarda risos, lágrimas, prantos,
Guarda sonhos passados e, carinhosamente, 
Os que ainda vou sonhar. Me entrego a uma promessa
Como se fosse uma verdade, não me importo 
De chorar depois, tenho muitas lágrimas, se for
Maior a dor, tenho rios caudalosos de prantos, 
Que podem correr para mares transbordantes 
De angustias, dores, saudades, até cheios de solidão.
Eu e minha alma, somos, na verdade, apenas um,
Amamos com o mesmo coração, choramos
Com os mesmos olhos, temos a mesma história,
E andamos juntos em caminhos onde não encontramos
Ninguém...por isso minha alma escreve apenas...
O que sente.


José João
11/12/2.013


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Não há mais nossa história

Não há mais a nossa história, a não ser dentro de mim,
Não há mais nossos momentos, olhares trocados, não.
Não há mais. Nem nossas mãos se tocando,
Nem nossos lábios com sede de nossos beijos,
Nem nossos corpos sedentos de nós. Não há mais.
Tudo agora ficou uma saudade fria por tão triste, 
O vazio de tua ausência se fez denso, frio, mortal,
Meus lábios tremem na ânsia de chamar teu nome,
Não consigo, um soluço embarga minha voz,
E um murmurio reticente como se fosse um grito
Do silêncio se faz inaudível, ouvido apenas pela alma
Que chora a falta de ti. Blasfemo. Por que essa dor?
Por que meus caminhos são terminados em abismos
Cheios de solidão e repletos de sonhos mortos?
Por que minhas preces se perdem no nada?
Não são ouvidas? Talvez eu não saiba orar,
Mas nas orações que crio pra te rezar, 
Não importa se não são ouvidas, se chegam bem aí,
Na primeira nuvem, e com elas vão ao léu, sem rumo.
Não há mais a nossa história, o destino não quis,
Mas haverá sempre guardado em minha alma,
Nossos momentos, fiz o tempo parar pra nós dois
Na poesia mais perfeita. Tu, minha poesia completa,
Parar o tempo, loucura? Não,eu posso. Sou poeta.


José João
10/12/2.013






segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Desculpa se não te amei tanto

...E minha vida se fez tua, foi assim quando te vi.
Minha alma se fez passiva, ficou cheia de ti
E solta, se fez leve, frágil ave em tuas mãos
A prostrar-se aos teus pés, inocente, submissa,
A te fazer perfeição, única verdade de sua existência,
E te fez oração, te fez reza, te fez divina, te fez crença.
Sonhou teus sonhos como se dela eles fossem,
Viveu todos os teus momentos e a eles se entregou, 
Sem medo, sem medo de vive-los, de viver por ti.
Pecou pelos teus pecados, chorou tuas dores,
Até blasfemou com tua voz, por ser tanto esse amor,
Pra te proteger, quis até enganar Deus. Me fiz profano,
Como se a fé só chegasse até onde me mandavas ir.
Foi tanto amor, mas tanto amor, que me perdi,
Confundi meu nome com o teu. Suguei, desesperado,
O ar que respiravas para sentir a plenitude de teu gosto, 
Ficar repleto de ti. De repente essa distância...
Tão infinita quanto eterna. Agora já não sei
Se é só a dor de tua ausência, toda essa tristeza,
Se é remorso...Desculpa, devia ter te amado mais.

José João
09/12/2.013






Sonhos...não se sonha só

Ah! Deve estar andando por aí, mundo afora,
Um sonho. Um sonho solitário, se escondendo
Entre tristezas e vazios. Um sonho solitário,
Como é todo  sonho que se sonha sozinho,
Um sonho inacabado, cheio de apenas uma vida,
Sonho incompleto, correndo entre as sombras
Desde o nascer, quando a solidão, rio insolente,
Se fez leito para o sonho nascer de um só pensar,
As vezes nascem até loucuras, devaneios impossíveis.
Ah! Um sonho! Esse que não se sonha só...
Esse vai leve, alegre, solto, colorido de esperanças,
Contando a mesma história (magia) de duas almas
Que sonham o mesmo sonho e se completam...
E lá vai o sonho levando a história dos dois corações.
Esses são mesmo sonhos, os sonhos que não
Se sonha só. Se vocês virem um sonho caído
Por aí nas madrugadas frias, ou com passos bêbados
Fazendo versos pra lua, cheio de pedaços rotos,
Deve ser um dos meus sonhos, sonho que sonhei
Sozinho. Quando a solidão cantava pra eu dormir.


José João
09/12/2.013

sábado, 7 de dezembro de 2013

Não vou mais correr atrás de sonhos

Não vou mais correr atrás de sonhos 
Eles, pra mim, se fazem estrelas cadentes 
Voando rápido, sem me deixar tempo de pedir,
Nem ao menos tempo de ter a ilusão de pedir
O que a vida, desde muito, não me permite sentir.
Meus sonhos! Voam por aí perdidos, sem direção,
Por vezes penso estarem voando na direção do sol,
Mas logo percebo, que se perdem nas nuvens 
Cinzentas da chuva que procura meus olhos
Para se fazer mais forte, torrente, de prantos e de dor.
A chuva chora seus prantos comigo, mas a dor!
Essa que se faz trovão em meu peito gritando saudades,
Essa...eu grito e choro sozinho com o resto do pranto
Que ficou daquele último adeus, que parece,
Foi dito ontem. Não vou mais correr atrás de sonhos,
Se os dias se fizerem a cada dia apenas mais um dia
Vou vive-los, afinal pra que sonhos? Para amanhã
Estar chorando por outro que se perdeu?
Que passou no meu céu perdido de esperança
E se foi pra lugar nenhum? Sonhos...adeus.


José João
07/12/2.013





sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Essa minha doce saudade!


Ah! Essa minha saudade, doce e meiga saudade!
Nas horas vagas, quando não está consolando
Minha alma pelas perdas que ela mesma guarda,
Se faz artista. Pinta minhas lágrimas, minha tristeza,
A esta ela faz colorida, cheia de cores que só ela
Sabe conseguir, mas só mostra pra mim, é segredo.
Faz estradas para os sonhos mais impossíveis,
Mistura sonhos antigos com os que nem sonhei ainda
E antes de começar já  muda o fim da história,
É aí que entram as lágrimas coloridas, alegres,
Cheias de coisas novas pra contar, livres,
Voando soltas numa história que a saudade inventa
Para enganar a alma, que jura ser verdade, coitada.
É assim mesmo essa minha saudade, cheia de ilusões,
Mas as vezes eu a surpreendo chorando escondida,
E quando ela se vê pega nas lágrimas, sorri,
Um sorriso amarelo, e pergunta: Eu? Chorando?
Como posso eu estar chorando se os olhos são teus?
É pra rir, não digo nada, que fazer? Preciso dela,
Afinal ela não me deixa vazio, me conta das histórias
Dos amores que vivi, que perdi, e no final ela
Sempre diz: Feliz é você que amou tanto e tem
Tanto pra contar e ainda me tem como companhia.
Me olha de soslaio, dá um sorriso maroto ...
As vez eu a acho vaidosa se achando dona de mim. 

José João
06/12/2.013



Conversando contigo

Ah! Estavas aí? Não tinha te visto. Como estou?
Nem eu mesmo sei. Na verdade, o que sei
É que depois que disseste adeus tudo ficou triste,
E não só eu senti essa tristeza, contumaz e perversa,
Mas também aquele pé de Jasmim, aquele do canto
Do jardim, onde te sentavas nas tardes  e conversavas,
Ele parecia te ouvir, balançava os galhos como se fossem
Braços querendo te abraçar, mais ainda quando a brisa
Beijava vocês dois...ele murchou, secaram as folhas,
Até os botões, jasmins-criança, caíram de tristeza,
Também aquela brisa da tarde nunca mais passou por lá.
Sabe aquele rouxinol irrequieto que ficava inventando
Trinados pra te agradar? Que todas as manhãs cantava
Alegre naquele pé de cosmos? Um dia ele cantou tão triste,
(quase até chorei, acho que saía lágrimas de seus olhos)
Tão saudoso! Seu gorjeio foi o lamento mais triste
Que um dia ouvi, voltou algumas vezes e nunca mais o vi,
Também o pé de cosmos deixou de dar flores,
Coitado, parece que envelheceu, seus galhos secaram,
As sementes caíram, nem folhas nasceram mais.
Sabe aquele sorriso alegre que me vinha nos lábios,
Quando nossos olhares se encontravam e eu dizia:
Te amo? Foi embora, morreu entre os soluços.
O olhar se perdeu no vazio que se fez na alma
E tudo ficou assim morrendo dentro de tua ausência.


José João
06/12/2.013

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Sem medo de recomeçar

Cantar, entre lágrimas e sorrisos, uma dor que a alma
Não quer chorar. Sentar no tempo quando é preciso 
Buscar sonhos? Ir além, além dos horizontes conhecidos,
Correr entre os medos que cercam os caminhos
E seguir o perfume do tempo, até onde os rastros do nada
Se apagaram para nascerem outras esperanças.
Jogar fora todos os sonhos que se fizeram um pesado lastro
Para a alma e deixa-la com sonhos novos, vivos, soltos,
Sonhos viçosos, cheios de verde, com gosto de sonho-criança,
Até que se façam a mais verdadeira expressão de amar.
Banhar-se na doce inocência de um recomeçar,
Sem temores, sabendo que a felicidade está bem aqui,
Bem aqui dentro da gente e nós, não sei porque,
Não a deixamos solta em nossos corações,
Livre para entregar-se à toa, sem reservas, plena,
Como se amanhã não fosse apenas um outro dia...
Refazer a vontade de ser gente, pisar nos preconceitos
Tão incoerentes quanto mórbidos, lavarmos 
Nossos pensamentos para não sujar nossa alma e...
Nos entregar cegamente ao amar, mesmo que um dia
Tenhamos que nos juntar, refazer nossos pedaços...
Isso é uma lição que só nós podemos nos ensinar
E vale a pena...podem crer. Vamos amar... e


José João
05/12/2.013






Talvez hoje eu fosse feliz!

Por tanto ser triste me perguntam sempre
Do que agora me arrependo de ter feito.
Vou lá atrás no tempo buscar o que vivi,
Sonhos perdidos ou esquecidos, sorrisos,
 Por vezes tristes, outros alegres, lágrimas...
Sim. Lágrimas e não foram poucas, foram tantas
Que se fizeram copiosos prantos.
Os adeus mais doídos (os que não doeram tanto,
se fazem quase esquecidos)
Aqueles que deixam até alma carente...demente...
Mas não me veio arrependimento de te-los vivido.
Minha tristeza, com certeza, não é por isso.
Talvez seja por não ter me permitido amar mais,
Não ter me entregue aos momentos que não vivi,
Deixar a razão incoerente (quando se fala de amor,
Qualquer razão é incoerente) acima dos instintos
Da alma. O amor é mágico, brinca de fazer as razões 
Tão ridículas! Tão descabidas!
Talvez minha tristeza seja por tudo que não fiz,
Quem sabe, se o medo não tivesse sido tanto,
Hoje eu seria feliz...ah! Quem sabe!


José João
05/12/2.013



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