quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Meu silêncio


Meu silêncio, poço profundo a sugar meu grito,
A engolir a luz que a poesia gritada queria falar
Com minha mesma voz do vento gemendo triste
Entre tantos soluços que um chorar breve insiste

Meu silêncio, noite acesa a acender-se aos olhos
Como luz na nevoa a apagar-se em tétricas sombras
A apagar palavras que nos versos ficaram sem cor,
Sem voz, ficaram não ditas, bêbadas em lívido torpor
                                                       
Meu silêncio, sepultura de pensamentos que nasciam,
Que se fariam poesias, momentos de breve eternidade
A fazer-se vida desde que ao irem-se ficassem saudade

Meu silêncio, denso vazio a fazer-se morada no tempo
A tomar da poesia, que nascia na alma, sua terna voz
E faze-la apenas um murmurio a chorar dor tão atroz


José João
05/12/2.012


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