sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Folhas



O outono parece ter sido ontem e já é natal
Onde será que estão as folhas que se foram?
Que ficaram secas? Passaram pela primavera...
Rolaram por estradas, caminhos, quintais...
Onde  será que estão? Nem lembranças são.
Quem vai lembrar de uma folha? Sim, de uma folha.
Aquela folha, amiga daquela flor, aquela flor do espinho,
Sim, do espinho, daquele espinho que...bem do espinho...
Não sei, ele havia ficado no galho que refloresceu
Quando aquela outra primavera chegou.
Ah! Essas folhas! Caem no outono e se vão...
E haja primavera para fazer outras folhas e flores.
Das flores ficam o perfume, sempre o mesmo,
O perfume da rosa é sempre o mesmo perfume
Em todas as primaveras. O perfume dos jasmins
É sempre o mesmo perfume em todas a primaveras,
Por isso são lembrados em todas as primaveras...
Mas quem se lembra das folhas? Pobres folhas...
Sempre folhas em qualquer primavera, sem perfume...
Todas as folhas de uma planta se parecem,
Nenhuma se faz única, nenhuma se faz mais bela...
São tão humildes as folhas! Mas sempre alegres
Brincado de dançar com a brisa, pintando esperanças,
Ah! As folhas como são ... esquecidas! Pobres folhas!


José João
07/12/2.012




2 comentários:

  1. Lindo seu texto José João. Escrevi um poema "Folhas secas" Está no meu blog "reversos... e alguns versos".O primeiro que postei.Abraços

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