segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Dor, solidão e eu



Corri entre meus sonhos, me escondi atrás de risos,
Cantei canções sem melodias, inventadas pela tristeza,
Inventei versos sem rima em poesias que nunca terminei,
Poesias inacabadas, mas repletas das dores que chorei

Tudo ficou nada, assim me fiz hospede do tempo perdido
A angustia morava em meu peito num confortável ficar
Tudo ficou assim tão parecido, saudade, dor, solidão e eu.
Até parecia saudade, a dor, onde a solidão se escondeu

Escondida, ouvia as gargalhadas que minha tristeza fingia
E os sorrisos que minha alma gritava dizendo ser de alegria
E até mesmo rezando enganava a solidão gritando heresias

O adeus se fez mais que palavras para tanta dor ficar viva
O silêncio se fez grito rompendo o peito em soluços frios
Silenciosa, ficava no peito a solidão, a fazer-se de cativa


José João
31/12/2.012

2 comentários:

  1. Que bom João, que da tristeza, da dor, da solidão o poeta pode escrever tão belos versos... assim a tristeza fica até...bonita. Estás pura inspiração no último dia de 2012... imagina o que vem por ai em 2013!!!!Aja coração, que de alegria vai palpitar com teus versos. Bju no coração.

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  2. Precioso poema meu querido amigo João Um lindo 2013 com mais e mais belezas para nós um abraço Pedro Pugliese

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