segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ao amor


Amor, desculpa-me por usar-te tanto, ter amado tanto.
Perdoa-me por ter te feito a essência de minha vida,
Ter te tomado pra mim como se apenas eu soubesse amar,
Soubesse teus segredos, soubesse viver contigo
Sempre dentro de mim, como se mais nada fosse preciso.
Desculpa-me, Amor, por ousar te fazer de meu servo,
Se na verdade sou eu o servo cativo e dependente,
Por ter, por toda vida, te usado em todos os momentos,
Até mentido com teu nome, um dia disse: Te amo. Sem amar,
Mas por saber de toda tua força na conquista de um momento.
Agora sei. Te usei, te usei até como blasfêmia, como pecado...
E tu, Amor, tão inocente me deixavas, em teu nome,
Conquistar corações que nem estavam tão disponíveis...
Ah! Amor, essência de todos os outros sentimentos bons,
Como fui egoísta!! Te quis todo pra mim,
Como se apenas eu, precisasse e soubesse amar,
Como se apenas eu  fosse o centro de tuas atenções.
Te fiz de oração só pra mim. Te fiz de sonhos só meus,
Te fiz de razão até de beijos que não deviam ser trocados.
Fui egoísta sim. Sou ainda egoísta, eu sei, desculpa.
Na verdade, Amor,  não queria ser muito, nem ser pouco,
Ser apenas medida certa que um coração precisa, mas não sei.
Te faço do tamanho dos oceanos, só menor que o céu.
Desculpa, Amor, se te uso tanto...mas eu preciso...
Tanto, que entre todas as dores que senti por perdas,
Entre cada uma delas, lá estás tu, nascendo outra vez.
Mas a culpa é tua, Amor, que me fizeste cativo de ti.


José João
03/12/2.012




Um comentário:

  1. Que conversa mais linda com o Amor... na verdade uma confissão muito sentida dos abusos que cometeste pelo mal uso dele... lindo! Afinal, quem não abusou do amor nesta vida, que atire a primeira pedra. Maravilhoso vc... Bjão querido!

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