sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Nem sonhos restaram



Nossos sonhos foram se perdendo pelos caminhos
Que percorremos juntos, uns ficaram para traz,
Se fizeram realidade, talvez antes do tempo.
Outros correram em nossa frente, talvez fugindo
Do nosso medo de vive-los. E nós fomos nos perdendo.
Deixamos, quem sabe pela nossa juventude,
Muitas coisas para fazer depois, sonhar sonhos
Que queriam ser sonhados, viver momentos
Que queriam ser vividos logo e intensamente,
Mas sempre achamos que tínhamos tempo, muito tempo
Sem saber que ele não era nosso.
Nunca nos apercebemos que do tempo somos passageiros
Assim os sonhos foram se perdendo pelos caminhos
Foram fazendo nossos passos mais apressados
Para o fim de uma estrada que pensamos infinita.
Nossas palavras iam se perdendo no vazio de nós,
Nossos passos pouca a pouco iam se desencontrando,
Nossas mãos já não faziam as mesmas carícias,
Nossos olhos não se encontravam mais, fugiam.
Nossos olhares se perdiam em paisagens diferentes
E já não tínhamos mais apenas um horizonte.
Nossos sonhos foram se perdendo pelos tantos caminhos
Que juntos um dia passamos, deixamos nossas marcas,
De pés correndo alegres, de sorrisos atirados pelo tempo,
E por último, de lágrimas, fecundando a tristeza
Que já se fazia de nossos rastros. Nossos sonhos!
Se fizeram nuvens levadas pelo vento, sem rumo.
Nossos caminhos se dividiram em veredas perdidas...
E nós... não sei. Só sei que não restaram mais sonhos.


José João
28/09/2.012


Um comentário:

  1. José João...desculpe o atraso em vir aqui ...mais um lindo testo seu de discorrer inebriantemente maravilhoso Parabéns Pedro Pugliese

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