terça-feira, 24 de julho de 2012

Pranto, tristeza e canto


Desde sempre tentei secar meu pranto
Chorando dores há muito sentidas,
Chorando saudades no tempo perdidas
Ou carências, dessas que entristecem vida

Meus tantos prantos assim são chorados
Como chuva forte que cai sem ter hora
Como coração partido da mãe que chora
Por que sem dizer o filho lhe foi embora

Minhas lágrimas, a mim  são como palavras
Sussurradas num triste e eterno queixume
Como flor que chora a perda de seu perfume

Desde sempre tentei secar esse meu pranto
Por vezes chorando dores que doíam tanto
Que confundiam-se  pranto, tristeza e canto


José João
24/07/2.012




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