terça-feira, 17 de julho de 2012

O tempo não mede o pranto


Se o tempo pudesse ser medido por meus prantos
Ontem, hoje, amanhã, seriam apenas eternamente
Verão, inverno, outono, primavera, seriam instantes
Se confundiriam nas lágrimas de prantos constantes

Seria como se o tempo tivesse por si mesmo parado
Perdido entre noites, madrugadas e dias chorados
Como se fosse todo o pranto um único soluço dado
Que até mesmo o tempo, por ele, estaria molhado

Mas não pode. O tempo não pode medir meu pranto.
Não teria tempo que desse tempo de assim medir
E não seria meu pranto se o tempo medisse tanto

Assim vou indo com os olhos cantando o meu cantar
Entre estradas, caminhos e sonhos que fazem chegar
Prantos que o tempo por não ter tempo me ajuda chorar


José João
17/07/2.012






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