terça-feira, 10 de julho de 2012

Histórias do destino


Meus passos pararam como se de repente me faltasse chão,
Os pensamentos se perderam confusos no meio do tempo
Os olhos tristes choravam com a alma em atrevidos soluços
Que se faziam bem mais que pranto por se fazerem oração

Meu mundo perdia o movimento e a cor, ficava num vazio
Que sugava todas as minhas vontades, só não a de chorar
Deixava que o pranto molhasse meu rosto como caricias
Por que sabia, ficou perdido também até a vontade de sonhar

Um quadro único se pintava em minha frente e por toda vida
Caminhavas lentamente em direção a um horizonte infindo,
Tua silhueta na distância se desfazia e eu rezava pedindo

Que tudo não passasse de um pesadelo, que logo acordasse
Mas cruel destino, escreve as histórias com mórbido prazer
Fazer da vida dos amantes apaixonados apenas um sofrer


José João
10/07/2.012

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