domingo, 24 de junho de 2012

Não deixaste dizer adeus


Ó  amor que se foi! E porque na madrugada?
Por que te foste de esguia sem esperar pelo sol?
Será que preferiste a noite por ser longa a caminhada
Ou por medo do adeus que chorarias na estrada?

Meu adeus, em tua alma, de tal queixume se faria
Que não terias abrigo onde fosses eu iria
Andando pelas estradas tua sombra então seria
A dizer-te sussurrando que sem ti eu morreria

Amor que na madrugada se foi,  fugindo da luz do sol
Como sombra a perder-se nas misturas da alvorada
Como prece que voa triste no cantar do rouxinol

Vai, o adeus que não ouviste, por não me deixar dizer
Vai contigo em silêncio, levando os sonhos que sonhei
Um dia quando lembrares, nem saberás se chorei.


José João
24/06/2.012





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