quarta-feira, 20 de junho de 2012

Adeus



Não sei para onde fostes, tão de repente e sem adeus 
Sem um aceno de mão, sem um olhar, sem palavras
Como se não fosse ainda hora de ir, e era cedo ainda.
Ainda tinhas tanto pra dizer, tantos sonhos pra sonhar!
Não sei por que acontecem coisas assim, tão tristes,
Tão sem razão que nos deixa perguntando a esmo 
E se respostas vierem serão apenas prantos doloridos
Chorados com a alma que agora no vazio se perde
Onde até a solidão chora a dor que se sente.
Foram contigo teus tão ternos sorrisos, olhares,
Sonhos que sonhavas, e outros que ias sonhar ainda,.
Foram contigo todas as carícias que não fizeste,
Que não recebeste, beijos que não foram trocados,
Promessas que se fizeram orações sem serem rezadas.
Não sei por que foste, sei que não querias ir
Ainda tinhas tanto pra fazer, para ver... aquele luar...
Aquele por-do-sol de amanhã que dizias sempre,
Seria mais bonito que o de ontem  e que o de hoje,
Todos aqueles que nunca viste e não verás.
Choro essa dor de tua saudade, e tua ausência
Se faz tão ausência, que entre nós, até o tempo chora
Reclamando tua presença em tão triste pranto
Que o silêncio chora soluçando teu nome como canto.
Adeus... mas continuas aqui, dentro de cada pensamento
Como se fizesses, de dentro de nós, nossos corações
Pulsarem, chorarem e gritarem ...apenas o teu nome.


José João

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