domingo, 13 de maio de 2012

Na despedida não...


Talvez sejam nossos hábitos ainda fortes,
Como tu dizes que são, que nos prendem ainda.
Talvez, como dizes, tenhamos nos acostumado
Até com nossos próprios defeitos. Costumes apenas,
Mas em mim, lá do fundo da alma, ouço um grito...
Ou um pedido, não sei, que diz: Fica.
Sei que não queres, mas quando fores
Na hora de dizer adeus, não diga nada
Deixe que o silêncio fale por nós dois
Vou até fingir sorrir pra me enganar
Mas se os olhos não fingirem...
Deixa que digam o que não pude falar.
Se minha voz tremer... não diga nada.
Se um soluço embargar minha voz
Finja que não ouviu. Se meu rosto me trair
Entre chorar... entre sorrir. Não diga nada
Mas se teus olhos se encontrarem com os meus
E uma lágrima cair... aí está o meu adeus.


José João


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