quinta-feira, 24 de maio de 2012

Rotas perdidas


Em minha frente o mar, misterioso, indecifrável.
Cheio de rotas ainda desconhecidas e nuas
(Rotas virgens por onde ninguém ainda passou)
Levando pensamentos, sonhos e dores cruas

Rota que se faz infinita por não se deixar marcar
Não deixa  rastros de ida, nem rastros de vinda
Para que os pensamentos perdidos não possam voltar
E a saudade se faça na alma apenas vontade de chorar

Infindo mar que com o vento canta canções perdidas
Embalando aventureiros sonhos que em outras rotas
Buscam aportar deixando ali as dores de suas feridas

Mas o tempo, ou destino,  brincando de cruel maldade
Ao aventureiro, ou desesperado coração viajante
Em cada porto faz outro sonho lhe deixar mais saudade



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