domingo, 27 de maio de 2012

Quando a tristeza é maior


Silêncio lá fora, a noite engole todos os ruídos
Com se quisesse deixar a solidão à vontade
Para fazer a saudade doer mais que todo dia,
Fazer da tristeza um grito perene de dor e agonia

A noite, quando é doída, se faz passageira lenta
Do tempo que insiste em não passar, em ficar
Fazendo do pensamento um filme que faz lembrar
Momentos que se foram com um adeus, um chorar

Aí então os soluços voltam com sussurros e perguntas
De porquês que sem respostas só nos falam da ausência
Que nos deixam num espaço vazio por louca demência

Tudo fica tétrico, parado, os movimentos de perdem
O mundo gira trazendo as mesmas dores e recordações
Aí, o coração  pede clemência chorando novas orações


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