segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cruéis lembranças


Desde quando me deixaste aquela saudade mortal
Tanta que até a alma chorou meus doloridos prantos
Ti mando ir, para bem longe, de onde não volta o vento
Mas teimosamente ficas como meu constante tormento

Fecho os olhos e mando o pensamento buscar sonhos
Sonhos novos, que me façam viver uma nova tentação
De querer viver, de viver histórias com final feliz
Mas infelizmente a última palavra é o coração que diz

Grito para alma que se afaste de ti,  que ti esqueça,
Que ti deixe para sempre, ficar no esquecimento do vazio
Mas tudo é mais forte até essa dor que talvez nem mereça

Fica em mim como maldita tatuagem que de mim não sai
Do peito, da alma, que em mim fica com lembrança mórbida
Como herança de uma história tão cruel quanto sórdida


José João



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