segunda-feira, 2 de abril de 2012

A perfeição.



Na luz de teus olhos as estrelas se fazem tão pequenas,
E não pela distância, é que teus olhos são de uma luz
Mais que divina, angelicais portas de tua própria alma
Que se mira no por-do-sol, deixando-o rubro, sem jeito
Quando percebe que ele rouba tua beleza para se fazer
Ocaso. Belo, puro, inocente, assim como és.
As flores, coitadas, se curvam se perto delas tu passas,
Baixam os olhos, não sei se por inveja ou vergonha
Tentam se banhar com seu melhor perfume ...
Mas o teu é enebriante, divino, perfume dos deuses.
Lustram suas pétalas e luzidias todas se envaidecem
Mas tua pele macia como nuvem de verão,
E brilhante como o olhar de um deus amante
Se faz muito mais bela que qualquer flor
Tanto que os passarinhos ti fazem festa,
Cantam  canções criadas pra ti, doces canções
Que as flores nunca ouviram, e assim
Se escondem nos cantos dos jardins, tristes,
Chorosas, mas que fazer? Um dia talvez entendam
Que tu és ... tudo de belo.


                 José João


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