domingo, 1 de abril de 2012

Não queria dizer adeus



Ah! Como não queria dizer adeus!
Mas as vezes é preciso, se não houvesse adeus
De que serviriam as lágrimas, a saudade,
As lembranças e as recordações?
De que serviriam os sonhos?
Ah! O adeus, sempre triste mas sempre presente
Como se se fizesse necessidade da própria vida.
Adeus. tão difícil de dizer e tão fácil de sentir,
Deixa aquela dor doida que fica sempre.
Deixa aquela solidão que não se perde da gente
Como constante presença em qualquer lugar
E em todos os momentos.
Como o adeus fica dentro da gente!
Mentindo, gritando que é saudade,
Chamando lágrimas, chamando angustias.
Passeando comodamente no pensamento
Como se fosse dono da verdade e da razão.
Como a gente sente o adeus!
E nunca se pode dizer se ele é maior
Em quem fica ou quem parte.
Porque o adeus não é apenas uma palavra?
Porque o adeus se faz de tanto?
De distância, de saudade, de dor, de lágrimas,
Se faz até de um vazio tomando conta da gente
Como se um aceno fosse um grito da alma.
Tomara que para nós seja só uma palavra
Que se diz... apenas por dizer.

José João

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