segunda-feira, 30 de abril de 2012

Caminhos perdidos


Caminhos marcados por passos cansados
E até já molhados por prantos chorados
Que caídos  de olhos que nunca sorriram
São gotas de angustia que tormentos pariram

Caminhos perdidos, parados no tempo
Se já percorridos não dizem por quem
E os rastros, que mudos, se deixaram ficar
Até faz pensar não ser de ninguém

São idas vencidas ou vindas perdidas
Talvez percorridas em tempos distantes
Quem sabe talvez até se procuram
Mas fez o destino diferentes  instantes

São passos marcados que de retas se fazem
E os donos dos rastros se buscam chorando
Em tal desespero como quem tudo perdeu.
E se conto a história tão bem é por que
De um desses rastros o dono sou eu.

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