quinta-feira, 16 de junho de 2011

Me dá um beijo



Me dá um beijo,
Mas não aquele beijo com gosto de ontem
Ou com gosto de hoje,
Me dá um beijo
Mas não aquele beijo com gosto de amanhã,
Me dá um beijo com gosto de sempre,
Um beijo com gosto de eternamente
Um beijo com gosto de infinito
Como só tua boca sabe beijar,
Um beijo que deixe minha alma rubra
Desfalecida no perfume de teus lábios
Como se fossem flores divinas
Enebriando o universo.
Me dá um beijo, só um beijo
E ele em mim se fará eterno a cada momento
Como se mais nada precisasse existir.
Flutuaria entre arco-iris, nuvens e estrelas
Voaria entre pensamentos nunca pensados
Entre os mais belo sonhos nunca sonhados
Até o desejos mais ousados se fariam inocentes.
Um beijo, apenas um beijo
Para que me faças o universo colorido,
Não ti faças de rogada ... me dá um beijo
Por todas as noites que já passamos juntos
Pelos abraços que já me destes
Me dá um beijo, aquele beijo sofrego
De violenta paixão, ou terno de doçura infantil
Mas me dá um beijo, sei que também queres
Afinal é em meu peito onde mais vives,
É em teu colo onde mais me deito.
Vem, me dá um beijo, não vês que nos completamos?
Minha doce e terna companheira, minha querida,
Como eu, também tão... carente... Solidão.
Vem me dá um beijo...

José João




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