terça-feira, 8 de março de 2011

As sempre novas coisas antigas





Lá no sotão, cheio dos fantasmas
Que povoaram minha infância
- Para as crianças todo sotão
tem que ter seu fantasma -
Ainda existe aquele baú de couro,
Cheio de coisas velhas,
Cheio de histórias antigas
Que antes nem eram histórias
Foram guardadas ali
Apenas por falta de espaço.
Albuns com retratos amarelos,
Com rostos que nunca envelheceram
Guardando sorrisos de anos,
Contando histórias dessas vidas
Cujos donos nem existem mais.
Ah! Esses sótãos cheios de relíquias!
Fazem voltar o tempo
Trazendo sorrisos, lágrimas
Como se o movimento da vida
Parasse em cada baú de couro
Guardado em cada sótão.

José João

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