quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Renascer





Eu era a flor da beira da estrada
Que entre tantas ninguém olhava
Passavam constantes os caminhantes
Mas minhas lágrimas ninguém notava


Enfeitava o prado e meus dias tristes
Esperava o dia que alguém me olhasse
Nas manhãs choradas pelo orvalho frio
Quem dera houvesse quem me secasse...


Um dia então, sem que esperasse
Grosseira mão me arrancou do galho
Me apertava tanto mas sem emoção
Que a dois passos me atirou no chão!


Que triste destino a mim se impunha
Somente uma folha como companheira
Cadáver de estrada, que morte banal!
E por sepultura só pedra e areia


Mas eis que me vem da mão do destino
Cantando alegre um feliz passarinho
Me olha risonho, me faz reviver
Com todo carinho me põe em seu ninho.


José João

Um comentário:

  1. É sempre bom acreditar que um dia um lindo passarinho nos tira da escuridão e solidão e nos acolher cheio de amor e esperança sob suas asas. Linda e doce... meu querido passarinho!

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