domingo, 27 de fevereiro de 2011

Por toda vida? Será?



No silêncio da noite a solidão se avizinha
Como se meu sono ela fosse embalar
De mansinho ela entra, nem pede licença
E espanta meus sonhos que iam chegar

Tristes ais eu sussurro em dolorídos suspíros
Que chegam do nada, do vazio, de dentro de mim
Como se eu, dela fosse, um brinquedo qualquer
Brincando faz que a noite não tenha mais fim

A noite se cala em triste silêncio a me despertar
Gritando bem alto que a solidão em mim vai ficar
Me deito no tempo também sonolento que hei de fazer?
Será o destino? Tanto tormento me dá por viver?

Perdido o sono, no espaço os sonhos, que pena de mim
Sozinho deitado no próprio cansaço me ponho a pensar
Será que ainda tenho outro amanhã que possa chegar
Sorrindo alegre. Ou toda uma vida vou ter que chorar?

José João

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