quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Fica pelo menos o pranto




Amei. Amei como se o amor fosse oração,
Entreguei a alma como se minha ela fosse
Não sentia o tempo tão eterno era o momento
Que um segundo sem lembrar era... tormento

Amei. Amei tanto que louco gritei ao mundo
Que seria feliz sendo rei ou vagabundo
Que podia até voar se bem assim eu quizesse
E que jamais, ao amante, o silêncio emudece

Pus aos pés as estrelas que eram minhas
Até às flores dei uma nova e bela rainha
Tanto que tenros botões até se abriram
Vendo meu sorriso comigo também sorriram

Mas talvez o destino ou a vida por traição
Não permite que se tenha tão intensa paixão
E friamente sem que se pessa ela nos diz
Que pra viver não é preciso ser feliz

Se tão dolorosa perda, para o destino, é punição
Ao amante sempre sobra e sobrará uma opção
Se a dor lhe cala, haverá sempre um sonhar
E se proibem o canto tem seu pranto pra chorar.

José João

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